Grupos de pesquisa

Núcleo de Estudos de Filosofia Antiga da PUC-Rio (NUFA)

Site http://www.nucleodefilosofiaantiga.com/web/index.php/home

O Núcleo de Estudos de Filosofia Antiga da PUC-Rio (NUFA) foi criado em 1994, como resultado de um projeto apoiado pelo CNPq, que tinha como objetivo promover, no meio universitário brasileiro, a pesquisa e a formação rigorosa de pesquisadores na área de filosofia antiga.

Para o cumprimento desse objetivo, o NUFA congrega professores, pesquisadores e estudantes – não só da PUC-Rio, mas também de outras instituições – que atuam na área de filosofia antiga e em áreas afins, como as de línguas e estudos clássicos.

Dotado de um espaço próprio e de uma biblioteca especializada, o NUFA oferece, aos seus membros e frequentadores, um ambiente propício ao contacto entre pesquisadores, professores e estudantes, ao desenvolvimento de projetos conjuntos, entre os quais se destacam projetos editoriais, e à manutenção de várias atividades, que incluem: um fórum permanente para a apresentação de resultados de pesquisa de membros do NUFA ou de pesquisadores convidados; aulas de grego e de latim em vários níveis; minicursos extracurriculares sobre questões de filosofia antiga ou sobre temas ligados a estudos clássicos em geral.

Arte, política e autonomia

Grupo de Pesquisa do CNPq

Líder: Pedro Duarte (Dept. de Filosofia)

Integrantes: Sérgio Martins (Dept. de História) e Luiz Camillo Osorio (Dept. de Filosofia)

O grupo de pesquisa “Arte, política e autonomia” visa discutir desafios históricos da autonomia artística em conjunção com a dimensão política da sua produção, circulação e recepção tanto modernas quanto contemporâneas. Sua premissa de trabalho é que a dicotomia entre a arte autônoma e uma arte política, sobretudo quando tomada como mutuamente excludente, determina de modo problemático os caminhos da reflexão crítica e teórica acerca das artes na contemporaneidade.

Nesse sentido, o grupo tem um vetor de desconstrução de diversos preconceitos simplificadores a respeito das concepções modernistas de autonomia estética – e de engajamento político. Trata-se, neste caso, de destacar que a especificidade da arte – por si mesma – não a desvincula necessariamente das práticas sociais. Pelo contrário, serão enfatizadas contribuições de teoria e crítica de arte, da filosofia e da própria prática artística para uma estética relacionada com a política de modo complexo e experimental. Isso define o trabalho conceitual desta pesquisa.

Há, ainda, um trabalho histórico. Neste caso, trata-se de explicitar que a operação dicotômica que separou arte e política é muitas vezes o signo teórico precipitado para sintetizar uma série de tomadas de posição polêmicas ocorridas no interior do Modernismo, cujo valor estratégico é frequentemente confundido, no entanto, com uma ontologia do valor fixo e eterno da arte – quando se tratava somente de uma nota típica das vanguardas. O contexto contemporâneo das últimas décadas, longe de simplesmente permitir descartar essas categorias conceituais e tensões históricas, exige que elas sejam retomadas – mas em sua devida historicidade, já que seu repertório deve se defrontar com o acirramento de contradições sociais, culturais e políticas da época que emerge dos tempos modernos.

O grupo de pesquisa “Arte, autonomia e política” alia portanto o exame filosófico, teórico, histórico e crítico da arte em sua relação com a sociedade, marcado pelo desafio de uma autonomia que signifique não mera independência, mas vínculo livre de pensamento. Para tanto, dedicará atenção especial, mas não exclusiva, à tradição oriunda do materialismo histórico e da teoria crítica – em autores como Walter Benjamin, Theodor Adorno, entre outros, e seus intérpretes mais atuais; à discussão história do “regime estético” da arte, desde as origens no Romantismo alemão no fim do século XVIII até as reflexões mais recentes de Jacques Rancière, por exemplo; ao pensamento artístico moderno e contemporâneo; e, também, à própria análise crítica e histórica de obras de arte, levando em conta inclusive as especificidade do cenário brasileiro.

Lógica, Linguagem e Pensamento

Instituição-sede: PUC-Rio

Responsáveis: Ludovic Soutif & Marco Ruffino (UNICAMP)

Link: http://lattes.cnpq.br/web/dgp

O grupo reúne pesquisadores docentes e discentes, principal mas não exclusivamente dos departamentos de filosofia da PUC-Rio e da UNICAMP, que atuam em temas afins na interface entre filosofias da lógica, da linguagem e da mente. Visa uma maior integração entre projetos de pesquisa em andamento com forte potencial de impacto nos âmbitos nacional e internacional. A integração deve se dar pela:

1. Organização de/participação em eventos (palestras, minicursos, workshops, congressos);

2. Participação regular dos membros docentes em bancas de conclusão de trabalhos discentes e em comissões julgadoras de concursos docentes;

3. Publicação de textos (artigos, livros, capítulos de livro) autorais e co-autorais em veículos de reconhecida qualidade.

Situação: aguardando certificação.

INCog (Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Neurociências e Cognição)

Instituição-sede: PUC-Rio

Líder: Prof. Jesus Landeira-Fernandez (PUC-Rio)

Link: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/1195400271274188

O INCOG é um Grupo de Pesquisa de natureza interdisciplinar em Neurociências e Cognição, certificado pelo CNPq envolvendo pesquisadores dos seguintes departamentos da PUC-Rio: Educação, Filosofia, Letras, Medicina e Psicologia. O INCog visa:

1. promover a integração entre esses departamentos diante da nova cartografia das áreas de conhecimento que se vem delineando desde a 2ª metade do século XX, no tratamento de questões pertinentes a conhecimento, emoção, linguagem e neurociências;

2. despertar o interesse de alunos de graduação e pós-graduação em uma formação interdisciplinar que focalize processos cognitivos, sua relação com estados emocionais, questões relativas à língua/linguagem, discussões concernentes à arquitetura da mente e aspectos de ensino/aprendizagem de forma ampla;

3. complementar a formação de profissionais nas áreas envolvidas para atuação em pesquisa integrada;

4. prover as bases para a criação de um programa de pesquisa interdisciplinar, fundado na experiência do INCog;

5. estabelecer um centro de referência no Brasil e na América-Latina e atrair pesquisadores com reconhecimento internacional para a universidade.

Situação: certificado.

Materialismos: Ontologia, Ciência e Política na Filosofia Contemporânea

Instituição-sede: PUC-Rio

Líder: Prof. Rodrigo Nunes (PUC-Rio)

Link: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/1887682048939825

O grupo de pesquisa Materialismos: Ontologia, Ciência e Política na Filosofia Contemporânea, liderado pelo Prof. Dr. Rodrigo Nunes, tem por objeto a chamada “virada ontológica” ocorrida na filosofia e na antropologia na última década, bem como os antecessores históricos deste recente renascimento do interesse num tipo de especulação que se poderia chamar de “metafísica” ou “ontológica”, e que durante a maior parte do século XX julgou-se inteiramente superada.
 
Este renascimento não consiste, contudo, em reatar com as pretensões pré-críticas de uma metafísica como conhecimento a priori; a ontologia que se faz hoje, embora isto ainda possa soar como um oximoro para muitos ouvidos, é resolutamente pós-crítica. Ela se define não por um método ou princípio, nem por um objeto determinado (ser enquanto ser, substância etc.), mas pelo seu grau de generalidade: por “ontologia”, entende-se o discurso que trata dos conceitos mais gerais de nosso pensamento. Reabrir a discussão ontológica é, assim, antes o sinal de um compromisso crítico. Resulta de considerar que estes conceitos
não são neutros, dados ou absolutos, mas estão, pelo contrário, permanentemente expostos à necessidade de rediscussão – toda vez que a irrupção do novo, do diferente ou do impensado, seja na ciência, na política ou em qualquer outro campo, nos força a repensar o já sabido.
 
Não surpreende, portanto, que esta reanimação da investigação ontológica hoje se alimente do diálogo com a biologia e a física contemporâneas, com a ciência cognitiva e a neurociência, com a matemática (Badiou), com a questão da ciência, da técnica e da ontologia social, com a “metafísica dos outros” examinada pela antropologia, com os realismos e materialismos novos ou recentemente redescobertos, e com as demandas de uma política transformadora.
 
Materialismos: Ontologia, Ciência e Política na Filosofia Contemporânea reúne pesquisadores de nove universidades diferentes e dá continuidade na PUC-Rio a trajetória do grupo Materialismos: Correlacionismo, Ciência e Ontologia na Filosofia Contemporânea, que funcionou na PUC-RS entre 2011 e 2013.

Estudos e Pesquisas em Filosofia da Tecnologia

Certificado no diretório do CNPQ

Instituição-sede: PUC-Rio

Líder: Prof. Edgar de Brito Lyra Netto (PUC-Rio)

O Grupo de pesquisa Estudos e Pesquisas em Filosofia da Tecnologia foi criado em 2016 e está certificado no diretório do CNPQ, tendo atualmente duas linhas de pesquisa:

Aspectos Ontológicos da Tecnologia

A tecnologia hoje perpassa e tem enorme poder de condicionamento sobre todas as representações, atividades e hábitos humanos. Está longe de ser bem compreendido, todavia, que lógica ou essência rege os atuais ditames tecnológicos. É o propósito desta linha de pesquisa fazer com esses ditames apareçam com maior nitidez, partindo tanto da análise direta das diversas manifestações tecnológicas, quanto dos autores que se ocupam do tema.

O Lugar da Interrogação Filosófica na Era Técnica

A pesquisa se organiza em torno do lugar do pensamento filosófico num mundo progressivamente mais técnico, palco de transformações cada vez mais substanciais e velozes, possivelmente irreversíveis e imprevisíveis em seus desdobramentos. Ocupa-se, mais pontualmente, do possível desenvolvimento de interfaces entre a filosofia e a sociedade contemporânea, visando à irrigação desta última com a necessária interrogação sobre o sentido do seu atual desenvolvimento.
Projeto ERA (Ética e Realidade Atual)

Projeto ERA

Instituição-sede: PUC-Rio

Líder: Prof. Danilo Souza Filho (PUC-Rio)

Link: www.era.org.br

O Projeto ERA foi iniciado em 2012 com recursos da FINEP por três anos e em seguida da Faperj por mais três. O projeto tem como objetivo de trazer contribuições das principais teorias éticas contemporâneas em uma perspectiva interdisciplinar para a prática social através de consultorias, cursos, palestras, e web aulas. O projeto mantém um site www.era.org.br e no âmbito de suas atividades foi desenvolvido um “jogo de negócios em ética” como ferramenta de discussão, formação e treinamento.
O ERA inclui professores e alunos dos departamentos de Filosofia, Direito e Administração.
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