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PROJETOS

Alegoria: escrita e visualidade em Walter Benjamin como chave de interpretação para o pensamento filosófico contemporâneo
Responsável docente: Kátia Muricy

O projeto visa dar continuidade ao estudo da obra de Walter Benjamin, concentrando-se na idéia de alegoria como noção estruturante de seu pensamento. A escrita do autor, cuja estratégia alegórica iremos analisar, revela-se, para a nossa interpretação, como a execução de suas concepções epistemológicas, estéticas e historiográficas, e o medium de sua reflexão a respeito da relação aparência/essência, forma/conteúdo, sensível/inteligível.


As naturezas da natureza
Docente responsável: Déborah Danowski

O objetivo deste projeto é, por um lado, tentar avaliar quais os sentidos predominantes que a noção de natureza assumiu no mundo contemporâneo, neo-liberal e globalizado, e de que maneira esses sentidos contribuem para a grave crise ecológica planetária; e, por outro lado, buscar no pensamento filosófico ou em disciplinas afins sentidos alternativos, não essencialistas e pluralistas, que permitam vislumbrar possíveis saídas para a crise.


Estética e política: a questão do juízo em Hannah Arendt
Responsável docente: Eduardo Jardim de Moraes

A pesquisa, iniciada em 2008.1, visa a examinar a leitura por Hannah Arendt da Crítica da faculdade do juízo, de E. Kant. Referências à Terceira Crítica estão presentes na obra de Hannah Arendt desde meados dos anos cinqüenta até o último momento, na preparação da terceira parte de A vida do espírito, dedicada ao juízo. A tese da autora é de que na parte dedicada à estética da obra de Kant podem ser encontradas as bases de uma filosofia política. Na exposição de sua tese, Hannah Arendt considera duas categorias centrais associadas à definição do juízo – desinteresse e mentalidade alargada. O recurso a essas categorias estéticas para uma discussão sobre a política repercute no tratamento de diversos temas abordados pela autora. Especialmente o da alienação do mundo, central no diagnóstico da Era Moderna, em A condição humana, poderá ser avaliado a partir de nova perspectiva. A pesquisa deverá situar a interpretação de Hannah Arendt da Crítica da faculdade do juízo entre as diversas leituras do texto inaugural da estética moderna. Deverá, também, discutir amplamente o tema da relação entre estética e política.


Ética e a questão ambiental
Docente responsável: Edgard José Jorge Filho

Pretende-se investigar se há modelos de ética adequados para avaliar e reorientar a relação do homem com o meio ambiente, que se caracteriza até agora como uma utilização altamente predatória dos recursos naturais, geradora de uma crise ambiental sem precedentes e que representa uma gravíssima ameaça para o futuro. Reconhecendo-se tais modelos, caberia identificar-lhes os pressupostos e examinar a justificação dos mesmos. Para começar, pode-se propor como candidatas a Ética da Responsabilidade, de Hans Jonas, e as variantes das Éticas Ecocêntricas.


Identidade de Provas (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Luiz Carlos Pinheiro Dias Pereira

O objetivo principal do projeto é investigar criticamente os principais critérios propostos para o problema da identidade de provas. Buscaremos mostrar que o conhecido colapso categórico pode ser obtido para a lógica intuicionista por meio da introdução de um novo procedimento de redução para a dedução natural. De fato, tal operação de redução nos coloca diante de um dilema: completude X princípio de sub-fórmula.


Juízo reflexivo e princípio regulativo
Responsável docente: Vera Cristina de Andrade Bueno

A pesquisa se propõe a investigar o papel que os princípios regulativos desempenham em relação às diversas espécies de juízos reflexivos propostas por Kant. Nesse sentido, a pesquisa leva em conta, em especial, os conceitos de validade subjetiva e finalidade da natureza.


Leibniz e a noção de perspectiva (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Déborah Danowski

São dois os objetivos principais deste projeto: 1) levar a cabo um estudo sistemático e aprofundado dos conceitos de perspectiva e de ponto de vista na obra de Leibniz. 2) mostrar que há uma diferença, e também uma relação, entre duas abordagens em que esses conceitos aparecem na obra de Leibniz: as diferentes perspectivas do mundo como constituindo as diferentes substâncias criadas, e as diferentes perspectivas como constituindo os diversos níveis fenomênicos.


Linguagem e alteridade
Responsável docente: Paulo Cesar Duque Estrada

A pesquisa, que vem sendo desenvolvida já há alguns anos, tem como objetivo mais amplo pensar as possibilidades de desdobramento de um pensamento ético a partir das tematizações de Heidegger notadamente em três momentos: 1) o período voltado para o projeto de uma ontologia fundamental; 2) as indicações, na Carta sobre o humanismo, de um novo sentido para a ética, que, para além do paradigma metafísico, passa a ser entendida nos termos do pensamento do ser; e 3) as suas meditações em torno da questão da linguagem. O tema central da pesquisa, tanto nos textos de Heidegger, quanto nos textos de outros autores que, embora leitores de Heidegger, seguem outros caminhos, diz respeito à questão da alteridade: alteridade do ser (Heidegger), da distância a si entendida como tradição (Gadamer), do Outro (Lévinas), do rastro (Derrida).


Methexis e mimesis em Platão (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Maura Iglésias

A relação entre sensível e inteligível é descrita por Platão ora como uma “participação” do sensível no inteligível, ora como sendo o sensível uma “imagem” do inteligível. Esses dois modelos de relação entre sensível e inteligível são em geral vistos como equivalentes, em grande parte pelo testemunho de Aristóteles, que afirma em Met. A6 que Platão teria usado (aparentemente para falar da relação entre idéias e coisas sensíveis) o termo methexis para aquilo que os pitagóricos chamavam mimesis, ao falarem da relação entre números e coisas. Entretanto, as diferenças entre as noções de participação e de imagem não passaram despercebidas por comentadores modernos, que talvez tenham exagerado essas diferenças, tirando conclusões que não foram aceitas, total ou parcialmente, por muitos dos mais importantes comentadores. A pesquisa aqui proposta é a de investigar, a partir da análise dos mais importantes textos platônicos onde aparece o tema da relação entre sensível e inteligível, as conotações de ambos os modelos usados por Platão para falar dessa relação. A investigação certamente exigirá uma leitura cuidadosa de vários dos diálogos mais importantes, pertencentes a todas as consideradas “fases” do pensamento platônico. Paralelamente, uma vez esclarecidas as conotações da noção de mimesis, que lhe dão um papel relevante na ontologia platônica, espera-se chegar a resultados interessantes a respeito da relação de Platão com as artes (belas artes). O resultado esperado é uma série de artigos, que serão apresentados em eventos e, em princípio, publicados); também, em vista da extensão do tema, que literalmente atravessa toda a obra platônica, provavelmente teremos material para um livro sobre o assunto.


Os espaços da crítica e os horizontes da política na arte moderna e contemporânea
Responsável docente: Luiz Camillo Osorio

Pretende-se com esta pesquisa investigar o modo pelo qual uma sistemática desorientação em relação ao que pode ser denominado de ‘obra de arte’ levou, ao longo do século XX, a uma redefinição do papel da crítica e a uma aparente suspensão do ajuizamento. O ponto que me interessa discutir – em oposição a tal suspensão – é a articulação entre este não saber a priori o que seja arte e a necessidade de julgar; o fato de tudo poder ser arte não devendo implicar que qualquer coisa se torne arte. O que produz esta diferença é a capacidade de discernimento do juízo, que se realiza sempre dentro de territórios de sentido específicos. Uma primeira etapa desta pesquisa resultou na publicação do livro Razões da Crítica (Rio de Janeiro: Zahar, 2005). Agora quero ampliar a discussão das noções de juízo e crítica – em Kant, Schiller, Walter Benjamin, Hannah Arendt, Jacques Rancière e Thierry De Duve –, tendo como desdobramento a tentativa de repensar as relações entre arte e política na cena contemporânea. Artigos a partir deste tema serão escritos, assim como, eventualmente, a publicação de um livro reunindo todo o material produzido.


Perfeição e Temporalidade em Leibniz (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Déborah Danowski
(projeto concluído)

O objetivo é investigar o modo como se relacionam, no pensamento maduro de Leibniz, as noções de perfeição e de temporalidade, tanto “extrinsecamente”, pela análise de seu modelo histórico decorrente da hipótese de um Retorno ou Restituição Universal das substâncias ao longo de ciclos temporais ascendentes, como “intrinsecamente”, pela análise de sua concepção de uma temporalidade, cíclica ou não, inseparável do processo de aperfeiçoamento das próprias substâncias.


Platão e as matemáticas (apoiado pelo CNPq, no âmbito do edital CNPq 32/2004)
Responsável docente: Maura Iglésias

É conhecida a influência das matemáticas no pensamento de Platão, tanto no que se refere à constituição de seu método investigativo, quanto à aplicação de conhecimentos e procedimentos matemáticos para a elaboração de suas grandes teses. Todas elas, aliás, provavelmente consideradas por ele mesmo como hipóteses, à maneira dos matemáticos. O projeto é o de articular vários trabalhos que já estão sendo desenvolvidos por professores e estudantes de pós-graduação do Núcleo de Estudos de Filosofia Antiga da PUC-Rio, que, embora distintos entre eles, têm como eixo o estudo sobre os conhecimentos matemáticos na época de Platão, a utilização que ele fez desses conhecimentos, a extensão dos conhecimentos matemáticos do próprio Platão, e, talvez, contribuições que ele próprio e outros pesquisadores da Academia seus contemporâneos tenham feito para o avanço dos conhecimentos então considerados matemáticos, que incluíam música e astronomia. Os projetos individuais abordam vários aspectos dessas questões, que dizem respeito não só à obra escrita de Platão, mas também à sua chamada doutrina oral. Assim, além da análise dos textos platônicos pertinentes, e de seus comentadores mais relevantes, o projeto contempla análise (e crítica) dos textos aristotélicos relevantes para a reconstituição da doutrina oral de Platão bem como análise dos textos de matemáticos antigos (não necessariamente contemporâneos de Platão), juntamente com seus estudiosos e comentadores. Os resultados das pesquisas serão apresentados em seminários ao longo do ano, de que participarão todos os membros da equipe, além de convidados. Além disso, como parte deste projeto, programamos convidar, para nosso Fórum de Filosofia Antiga, atividade permanente do nosso Núcleo de Estudos, estudiosos das matemáticas antigas e de suas relações com a filosofia, para apresentação de resultados de suas pesquisas. Esperamos ter material interessante para a publicação de um volume sobre o assunto, reunindo trabalhos da nossa equipe e dos pesquisadores convidados.


Política a partir de "O que é política?" de Hannah Arendt
Responsável docente: Eduardo Jardim de Moraes

O projeto deverá considerar as indicações pouco exploradas contidas em "Introdução à política", de Hannah Arendt, para alcançar novas possibilidades de definição da natureza da política. O texto conterá três partes. Uma primeira situará o momento da elaboração de "Introdução à política", uma segunda acompanhará a discussão de Hannah Arendt sobre os preconceitos relativos à política; uma terceira parte tratará do conceito de política propriamente.


Pragmática e Filosofia da Linguagem
Responsável docente: Danilo Marcondes de Souza Filho

Discussão da divisão tradicional das áreas de estudo da linguagem em sintaxe, semântica e pragmática, examinando as origens históricas desta distinção e os seus pressupostos epistemológicos e metodológicos. Com base nessa discussão inicial propõe-se uma defesa de uma concepção pragmática da linguagem. Serão examinadas em seguidas propostas de desenvolvimento dessa concepção, sobretudo com base no conceito wittgensteiniano de “jogo de linguagem”, na teoria dos atos de fala de Austin e Searle e na lógica conversacional de H.P.Grice.


Proposições e pensamentos singulares: aspectos semânticos, psicológicos e epistemológicos
Responsável docente: Ludovic Soutif

As noções de proposição e/ou de pensamento singular estão no centro dos debates hoje, em filosofia da linguagem, da mente e em metafísica, sobre a natureza dos constituintes proposicionais, a psico-semântica dos termos singulares (nomes próprios, descrições definidas usadas de maneira referencial ou para fixar a referência, dthat-operadores, indexicais), a intencionalidade, o caráter essencial de certas expressões indexicais para explicar a força motivacional de certos tipos específicos de crenças (de re, de se), o caráter realista de nosso esquema de referência a indivíduos no mundo, etc.

Nosso objetivo é desenvolver uma teoria dos pensamentos singulares que satisfaça os seguintes requerimentos:
1. Dar conta das relações complexas entre semântica, psicologia e epistemologia com respeito ao assunto.
2. Tratar como dois aspectos do mesmo fenômeno a individualização das crenças por meio de atitudes epistêmicas diferentes (a respeito do mesmo conteúdo proposicional) e o caráter singular dos pensamentos que sejam diretamente e irredutivelmente acerca de particulares no mundo (qualquer que seja o tipo de relação epistêmica direta aqui em jogo).
3. Examinar de maneira crítica a primazia do pardigma referencialista quanto à maneira de colocar o problema.


Temas em filosofia da lógica, filosofia da linguagem e filosofia da matemática (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Oswaldo Chateaubriand Filho

Meu projeto de pesquisa para este e os próximos anos deriva das pesquisas apresentadas em meus livros Logical Forms. Part I: Truth and Description (2001) e Logical Forms. Part II: Logic, Language, and Knowledge (2005). Vários temas tratados nestes livros merecem um desenvolvimento maior, e alguns deles me ocuparam nos últimos anos e estão me ocupando presentemente.
1. Teoria das descrições. No capitulo 3 de Logical Forms, apresentei uma nova teoria de descrições definidas que combina idéias de Frege e de Russell. Nos artigos “Descriptions: Frege and Russell combined” (2002) e “Deconstructing “On Denoting”” (2005), elaborei alguns aspectos da teoria. Também em algumas conferências, especialmente na conferência “A Theory of Descriptions”, apresentada no Logic Colloquium na Universidade da Califórnia em Berkeley em 2006, comecei a elaborar uma extensão da teoria para descrições plurais, que é um problema bastante complicado que pretendo desenvolver em mais detalhe.
2. Sentido, referência e conotação. Nos capítulos 11 e 13 de Logical Forms, apresento uma teoria dos sentidos inspirada em Frege, que combino com idéias de Kripke sobre referência e com idéias descriptivistas de Russell e outros sobre conotação. Tenho elaborado estas idéias em varias conferências nos últimos anos e também no artigo “The truth of thoughts: variations on Fregean themes” (2007, no prelo). Uma continuação deste artigo intitulada “Sense, reference, and connotation”, está planejada para ser publicada em Manuscrito ainda este ano.
3. Predicação, verdade, falsidade e negação. Nos capítulos 1, 6 e 12 de Logical Forms, apresento uma teoria da verdade como denotação de estados de coisas e uma teoria da predicação segundo a qual toda sentença tem estrutura predicativa. Isto permite uma caracterização da falsidade de uma sentença como verdade da negação predicativa desta sentença. Estas idéias também têm sido elaboradas um pouco mais no artigo “The truth of thoughts: variations on Fregean themes” e formam parte do projeto sobre falsidade e negação do PROCAD entre a PUC-Rio, a UFSM e a UFC.
4. Discussão do segundo volume de Logical Forms. Em 2004 foi publicado um número especial de Manuscrito (volume 27 -1) com 11 artigos críticos sobre o primeiro volume de Logical Forms e minhas respostas detalhadas. Está em preparação um outro número especial de Manuscrito (a ser publicado em início de 2008) sobre o segundo volume de Logical Forms, com aproximadamente 20 artigos críticos e minhas respostas. Isto certamente me levará a repensar e elaborar muitas questões tratadas em meu livro.
5. Filosofia da matemática. Sempre foi minha intenção elaborar minhas idéias sobre filosofia da matemática. Questões importantes de filosofia da matemática são tratadas em vários capítulos de Logical Forms, especialmente os capítulos 9, 10, 19, 20, 21 e 25, e também no artigo “Platonism in mathematics” (2005). Pretendo desenvolver estas idéias em mais detalhe em um volume complementar aos volumes de Logical Forms, no qual já estou trabalhando.


A Tipologia das Almas em Leibniz (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Déborah Danowski
(projeto concluído)

Os objetivos mais amplos do projeto são investigar a tipologia tripartite das almas feita por Leibniz em alguns textos centrais da maturidade, e relacionar essa tipologia com a tese do caráter imprescindível da existência de percepções confusas e obscuras nos três gêneros de almas. O objetivo imediato é analisar a relação e a fronteira entre dois eixos de infinitude que parecem caracterizar, de modos diferentes, os três tipos de substâncias: aquele que chamarei de eixo horizontal, que caracteriza o ponto de vista próprio de cada substância (e que deve por isso estar presente em todas elas), e um eixo vertical, que só tem lugar nos espíritos, capazes de séries auto-reflexivas que, como Leibniz, nos elevam cada vez mais “acima  de nós mesmos”.


Trágico, Tragédia e Filosofia
Responsável docente: Irley F. Franco

O objetivo primeiro da pesquisa é investigar o sentido de trágico em Nietzsche, já que este filósofo, que intitulava a si mesmo de “trágico”, não pensa a tragédia como mero gênero literário, como o faz por exemplo Aristóteles em sua Poética, mas confere a ele uma dimensão ontológica (ou cosmológica) na forma do eterno retorno, da repetição eterna do lance de dados como necessidade do acaso. Uma vez compreendido o sentido de trágico em Nietzsche, esta pesquisa passa, então, para um segundo objetivo, o de compreender como uma filosofia trágica compreende a tragédia, ou seja, sob que termos a arte trágica, sobretudo a de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, é compreendida por uma filosofia que se diz igualmente trágica. O resultado que daí se espera é uma compreensão imanente do trágico, isto é, uma compreensão trágica do trágico, que, com Nietzsche, deixa de ser simples tragédia, gênero artístico, para se tornar visão de mundo e parâmetro de avaliação da vida.


Variedades do expressivismo lógico
Responsável docente: Ludovic Soutif

É um projeto em história da filosofia analítica e da lógica. O objetivo é ressaltar e estudar várias versões possíveis da tese segundo a qual a lógica tem, antes de tudo, uma função expressiva. Há a versão de Brandom segundo a qual o papel da lógica (do vocabulário lógico tradicional, isto é da lógica predicativa de primeira ordem, enriquecido pelas locuções que explicitam o conteúdo representacional das atitudes proposicionais: "acerca de", "de") é deixar explícitas, ou seja, codificar as normas implícitas em nossas práticas de aplicação de conceitos. Mas há também outra versão possível da mesma tese (a do caráter central e fundamental da função "estética" da lógica) exemplificada por Frege e por Wittgenstein (no Tractatus). Segundo essa versão, a tarefa da lógica é articular nosso pré-entendimento das características lógicas das expressões envolvido no reconhecimento dessas expressões como sendo de tal e tal tipo, por meio de certos traços dos simbolismos formais usados para representá-las. A concepção fisionômica da identidade lógica de uma expressão linguística que está por trás dessa concepção da tarefa da lógica desempenha um papel importante por exemplo na teoria fregeana da identidade lógica das expressões predicativas (dos nomes de conceitos) e também para a resolução do problema do caráter inexprimível da categoria lógica de um termo pela língua natural no Tractatus. Os autores-chaves usados para destacar esta (última) variedade do expressivismo lógico são: Anscombe, Geach, Dummett e Diamond.


Verdade e modalidade de um ponto de vista construtivo (apoiado pelo CNPq)
Responsável docente: Luiz Carlos Pinheiro Dias Pereira

A partir do final da década de setenta, os principais construtivistas semânticos passaram a considerar a conveniência/necessidade de uma noção construtiva de verdade. Tal noção construtiva de verdade deveria satisfazer três condições básicas: [1] Ser construtiva, [2] não ser redutivel à noção de assertabilidade justificada, e [3] ser objetiva. O objetivo principal do projeto é investigar criticamente algumas propostas para um conceito construtivo de verdade e o tratamento construtivo dos conceitos modais de necessidade e possibilidade.


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